1. Cidade
Norwegian Epic, em Lisboa
1. Navio cruzeiro Norwegian Epic no Rio Tejo, entre a Praia do Ginjal e Lisboa.
Rio Tejo em Lisboa
2. Rio Tejo e Baía de Lisboa vistos a partir do Miradouro do Castelo de Almada.
Navio e Ponte 25 de Abril
3. Navio a meio do Rio Tejo sob a Ponte 25 de Abril, junto à margem de Lisboa.
Lisboa ao entardecer
4. Pôr-do-sol entre Lisboa e Almada no Rio Tejo, sob a ponte 25 de Abril, visto a partir do Miradouro do Castelo de Almada.
Lisboa ao anoitecer
5. Cidade de Lisboa ao anoitecer.
Baixa Pombalina
6. Vista sobre a Baixa Pombalina de Lisboa e o Bairro da Mouraria. À esquerda, a Colina do Castelo.
Bairro Histórico do Castelo
7. Bairro Histórico do Castelo, em Lisboa.
Baixa Pombalina, Lisboa
8. Baixa Pombalina de Lisboa, vista a partir do Elevador de Santa Justa.
Cacilheiros no Tejo
9. Zona ribeirinha da Cidade de Lisboa e os barcos Cacilheiros no Rio Tejo.
Lisboa à noite
10. As luzes de Lisboa à noite, as águas espelhadas do Rio Tejo e a Ponte 25 de Abril.
Urbe de Lisboa
11. Bairro Histórico e Vale da Mouraria, em Lisboa. À esquerda, a Colina do Castelo.
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Sobre Lisboa

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Cidade da Luz e do Mar

Para celebrar o fim do longo percurso pela Península Ibérica rumo ao oceano, o Tejo contorna o último pedaço de terra e dá-lhe o nome de Lisboa, a capital mais ocidental da Europa.

As águas das ribeiras escoaram entre os vales e harmonizaram a paisagem, ondulada em palma-de-leque, suavemente declinada sobre o rio, como um glorioso anfiteatro construído propositadamente pela natureza para assistirmos à dança entre Rio Tejo e Oceano Atlântico.
O Farol do Búgio indica o local exacto.

Somos convidados a entrar no oceano pela brisa marítima que sopra ao longo do corpo ribeirinho, um verdadeiro embaixador de bons presságios: a Sul, as douradas línguas de areia da Caparica e a Norte o majestoso Cabo da Roca, guardião da Reserva Mundial de Surf situada mais a Norte. O imenso céu azul induz-nos ao Universo mas são as águas do rio que iluminam Lisboa, espelhando o sol em várias tonalidades sobre os telhados alaranjados de toda a cidade.

No topo de uma colina, o Castelo de São Jorge lembra-nos a conquista de Lisboa aos mouros por Dom Afonso Henriques, em .

A Oeste, o pulmão verde da Serra de Monsanto devolve-nos ao presente.

Cidade das Sete Colinas

Sete montes se erguem sobre Lisboa com as melhores perspectivas da cidade.

Foi em 1620 que Frey Nicolao d'Oliveira ilustrou Lisboa como a Cidade das Sete Colinas no .

Ao longo dos milénios, as águas escoaram do topo das terras até ao Tejo e traçaram vários vales formando diversos montes apelidados de colinas. Na verdade existem mais do que sete colinas, no entanto, a referência histórica de Frey Nicolao manteve-se até aos dias de hoje.

Como visitar Lisboa?

Organizámos Lisboa em seis áreas de interesse distintas, de acordo com o seu peso histórico e turístico:

Concelho de Lisboa Centro Histórico de Lisboa (Bairros Tradicionais) Centro Histórico de Lisboa (Castelo,Alfama,Mouraria,Graça e São Vicente de Fora) Centro Histórico de Lisboa (Bica e Madragoa) Parque Florestal de Monsanto e Corredor Verde de Monsanto Belém Parque das Nações Frente Ribeirinha Avenidas

Mapa das sete zonas turísticas de Lisboa

  1. Centro Histórico de Lisboa

    Bairros Históricos

    Os primeiros povos a ocupar Lisboa estabeleceram na área onde se situa o Bairro do Castelo e parte do Bairro de Alfama. Aqui nasceu Lisboa.

    Entre os séculos III e V depois de Cristo, ergue-se a Cerca Moura de Lisboa desde a muralha Sul do Castelo de São Jorge até às margens do Tejo, proporcionando um aglomerado social mais forte e protegido dos ataques estrangeiros.

    Fruto da ocupação dos terrenos periféricos às muralhas, durante a conquista de Lisboa por Dom Afonso Henriques, forma-se o Bairro da Graça, Bairro de São Vicente de Fora e Bairro da Mouraria. Este último seria ocupado pelos mouros que escolheram não abandonar a cidade de Lisboa.

    1. Bairro do Castelo

      É o berço de Lisboa onde se instalaram os primeiros povos há 3200 anos.
      Foi local da célebre conquista aos mouros por Dom Afonso Henriques em 1147 e aqui existiu a primeira residência da Corte Real em Lisboa, o Paço da Alcáçova, dentro das muralhas do Castelo de São Jorge.

      Locais a visitar:

      1. Castelo de São Jorge
      2. Sé de Lisboa
    2. Bairro de Alfama

      O Fado, a gastronomia e a arquitectura ilustram o bairro mais típico de Lisboa, conhnecido desde o ano 711 pelas nascentes minero-medicinais de água morna, as únicas nascentes na região de Lisboa. O seu nome de origem árabe – alhama que significa fonte quente – lembra-nos as antigas alcaçarias e chafarizes usados pelos populares.
      Durante as Festas de Santo António as suas ruas enchem-se de folia.

      Locais a visitar:

      1. Casa dos Bicos
      2. Chafariz d'El Rei
      3. Museu do Fado
      4. Largo do Chafariz de Dentro
      5. Torrre de Alfama
    3. Bairro da Mouraria

      Em 1170, após a conquista cristã, Dom Afonso Henriques designou este local para os muçulmanos, daí o termo Mouraria.
      Ainda nos dias de hoje continua a ser o bairro mais multicultural de Lisboa.

      Locais a Visitar:

      1. Castelo de São Jorge
      2. Sé de Lisboa
    4. Bairro de São Vicente de Fora

      Aqui acamparam as tropas alemãs e flamengas que ajudaram Dom Afonso Henriques a conquistar Lisboa, em 1147, ainda os seus terrenos eram totalmente despovoados. Só em 1288 a Ordem Franciscana de Santa Clara decidiu construir neste local as suas instalações religiosas.
      O Panteão Nacional situa-se neste Bairro de Lisboa em par com a Igreja de São Vicente de Fora.
      A Este destes monumentos encontramos o Campo de Santa Clara onde se realiza a famosa Feira da Ladra.

      Locais a Visitar:

      1. Panteão Nacional
      2. Igreja de São Vicente de Fora
      3. Campo de Santa Clara
      4. Miradouro do Jardim Botto Machado
    5. Bairro da Graça

      A ocupação do Bairro da Graça inicia-se com o estabelecimento das tropas de Dom Afonso Henriques, durante a conquista de Lisboa, no Monte de São Gens e a construção de uma ermida em louvor a São Gens de Lisboa após a tomada da cidade. Só em 1796 se ergue a Capela de Nossa Senhora do Monte, após a destruição da anterior ermida pelo Terramoto de 1755.
      A Graça, como se designa habitualmente, oferece uma das melhores e mais belas perspectivas sobre Lisboa a partir dos seus dois miradouros.

      Locais a Visitar:

      1. Miradouro da Senhora do Monte
      2. Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen
      3. Igreja e Convento da Graça
      4. Vila Sousa

    Bairros Tradicionais

    Em 1373, a construção da Muralha Fernandina de Lisboa alarga o perímetro da cidade para Este e Oeste da Cerca Moura e fomenta a criação de novos bairros.

    Por fim, a construção do Paço da Ribeira em 1498 – onde é hoje a Praça do Comércio – como substituição do Paço de Alcáçova, residência oficial dos reis portugueses, aterra a Ribeira de Valverde e avança o terreno de Lisboa até à margem do Tejo. Aqui encontra-se a actual Baixa Pombalina, mandada construir por Marquês de Pombal após o Terramoto de 1755.

    1. Baixa Pombalina (Baixa de Lisboa)

      Até ao século XIII corria aqui um braço do Rio Tejo onde desaguava a Ribeira de Valverde e a Ribeira de Arroios. O assoreamento foi transformando estes terrenos em areia e lodo, até que em 1498 Dom Fernando mandou construir o Paço da Ribeira, morada oficial dos reis portugueses, aterrando definitivamente o braço do rio. Após o Terramoto de 1755, Marquês de Pombal reergue este local sobre nova arquitectura conhecida como Baixa Pombalina incluíndo técnicas de construção inovadoras como a gaiola pombalina (técnica de construção antissísmica) e as paredes cortafogo.

      Locais a Visitar:

      1. Ribeiras das Naus
      2. Cais das Colunas
      3. Praça do Comércio
      4. Torreão Nascente e Poente
      5. Praça do Município
      6. Arco da Rua Augusta
      7. Elevador de Santa Justa
      8. Praça Dom Pedro IV (Praça do Rossio)
      9. Praça da Figueira
      10. Teatro Dona Maria II
    2. Bairro do Chiado

      Depois da reconquista cristã, os seus terrenos são integrados na Muralha Fernandina, no século XII, e inicia-se o período de ocupação social com conventos e casas da burguesia. O pós Terramoto de 1755 requalifica esta zona sobre as ideias progressistas de Marquês de Pombal com um novo ambiente cultural, comercial e boémio que p até aos dias de hoje, apesar do terrível incêndio dos Armazéns do Chiado que deflagrou em 1988 e deixou parte do bairro em escombros.

      Locais a Visitar:

      1. Largo do Chiado
      2. Igreja de Nossa Senhora da Encarnação
      3. Basílica dos Mártires
      4. Café A Brasileira
      5. Rua Garret
      6. Teatro Nacional de São Carlos
      7. São Luiz Teatro Municipal
      8. Armazéns do Chiado
      9. Largo do Carmo
      10. Convento do Carmo
    3. Bairro Alto de São Roque

      É mais conhecido apenas por Bairro Alto e começou a ser urbanizado fora da Muralha Fernandina, em meados do século XV, quando ainda era designado por Vila Nova de Andrade. Hoje é o local mais conceituado de diversão nocturna relacionada com bares de bairro e casas de Fado.

      Locais a Visitar:

      1. Jardim e Miradouro António Nobre (São Pedro de Alcântara)
      2. Igreja de São Roque
      3. Praça de Luís de Camões (Largo de Camões)
      4. Rua da Atalaia
    4. Bairro da Bica

      O Bairro da Bica localiza-se dentro da área do Bairro de Santa Catarina: a 22 de Julho de 1597, um delizamento de terras entre o Alto de Santa Catarina e o Alto das Chagas forma o Vale das Chagas e naquela encosta íngreme nasce o Bairro da Bica. A Bica dos Olhos, uma fonte milagrosa que curava as doenças da vista – era necessário banhar a vista antes do nascer do sol –, do proprietário negociante e armador Duarte Belo, está na origem do nome do bairro e da sua rua principal – Rua da Bica de Duarte Belo.
      É considerado uma extensão do Bairro Alto no sentido arquitectónico e social e boémio, extremamente conhecido pelo Ascensor da Bica.

      Locais a Visitar:

      1. Ascensor da Bica
      2. Rua da Bica de Duarte Belo
      3. Bica dos Olhos
    5. Bairro do Cais do Sodré

      Esteve sempre ligado à tradição marítima pela proximidade com o Tejo e foi um dos principais portos de Lisboa no Tempo dos Descobrimentos Portugueses. Nessa altura existia uma pequena praia e o cais era conhecido como Praça dos remolares.
      O Terramoto de 1755 deu-lhe o nome Cais do Sodré em homenagem à família dos Sodrés de Santarém por financiarem a reconstrução daquela zona.
      Em 2013, o bairro recebe uma nova vida com o projecto Rua Cor-de-Rosa do Arquitecto José Adrião, que transforma o Bairro do Cais-do-Sodré num dos locais mais importantes de diversão nocturna, em comunhão com o Bairro Alto de São Roque.

      Locais a Visitar:

      1. Rua Nova do Carvalho (Rua Cor-de-Rosa)
      2. Mercado da Ribeira
      3. Jardim Dom Luís
      4. Praça do Duque da Terceira
      5. Jardim de Roque Gameiro
    6. Bairro de Santos

      A história leva-nos aos primórdios do século IV quando três mártires cristãos foram sepultados no sítio da Igreja de Santos-o-Velho, dando origem à extinta freguesia de Santos-o-Velho. Junto ao rio existia a Praia de Santos antes de ser assoreada e terraplanada em 1867 e chegou inclusivé a servir de estaleiro e ancoradouro para diversas embarcações a partir do século XV.
      Assim como o Paço da Ribeira, Dom Manuel mandou construir neste Bairro de Lisboa o Paço Real de Santos, actualmente Palácio do Marquês de Abrantes, que serve a embaixada de França.
      O Bairro de Santos alberga um dos bairros mais característicos de Lisboa, o Bairro da Madragoa. Na Avenida 24 de Julho, junto ao rio, existem algumas das mais badaladas discotecas e bares lisboetas.

      Locais a Visitar:

      1. Largo de Santos
      2. Largo Vitorino Damásio
      3. Igreja de Santos-o-Velho
      4. Chafariz da Esperança
      5. Avenida 24 de Julho
      6. Rua da Cintura do Porto a Santos
      7. Miradouro da Rocha de Conde de óbidos
      8. Jardim 9 de abril
    7. Bairro de Santa Catarina

      No Largo de Camões, entre a Igreja de Nossa Senhora do Loreto e da Nossa Senhora da Encarnação, situava-se a Porta de Santa Catarina da Muralha Fernandina, construída no século XIV e demolida em 1707. Exterior à muralha foi construído o Bairro de Santa Catarina que chegou a ser Freguesia de Lisboa.
      Um bairro de ruas especialmente íngremes que cruzam o Monte de Santa Catarina, o Bairro da Bica e o Monte das chagas, entre casas e antigos palácios. Em 1859, o Largo de Camões é terraplanado e o Monumento a Camões é edificado em 1867.

      Locais a Visitar:

      1. Miradouro de Santa Catarina
      2. Largo de Camões
      3. Igreja da Nossa Senhora do Loreto
      4. Igreja da Nossa Senhora da Encarnação
      5. Igreja e Convento dos Paulistas (Igreja de Santa Catarina)
      6. Casa onde faleceu o poeta Bocage
    8. Bairro da Madragoa

      A Madragoa é um bairro muito popular entre os Bairros de Lisboa pela sua história social e arquitectónica. Nasce no século XVI com a presença de africanos trazidos pelos Descobrimentos Portugueses, altura em que o bairro era conhecido como Bairro do Mocambo. A proximidade do Tejo mistura-o com as gentes do mar, pescadores e varinas, e ouvem-se os tradicionais pregões nas suas ruas.
      É possível que o nome Madragoa tenha origem na Casa das Madres de Goa que existiu na antiga Rua da Madragoa, hoje Rua Vicente Borga.
      A diversão nocturna de bares de bairro está presente nos limites Sul e Este. Também durante as festas populares, em Junho, todas as suas ruas entram em grande diversão.

      Locais a Visitar:

      1. Chafariz da Esperança
      2. Convento das Madres Goa
      3. Contento das Trinas
      4. Convento de Cristo das Francesas
      5. Convento das Brígidas Inglesas
      6. Rua Vicente Borga (antiga Rua da Madragoa)
    9. Bairro do Príncipe Real

      É considerado o bairro chique de Lisboa, tal como o Chiado, pelos inúmeros palácios e palacetes que o compõem, e pela moral artística que corre nas ruas impulsionada pelo comércio de arte, moda e gastronomia.
      A história inicia-se atribulada com o fracasso de vários projectos para este Bairro, desde o século XVII, altura em que chegou a ser uma lixeira. Só a partir de 1869, com a construção do Jardim França Borges e com o planeamento residencial e de lazer é que o bairro ganha novo rumo.
      O subsolo do jardim esconde o Reservatório da Patriarcal que integrava o sistema de abastecimento de água de Lisboa.
      O Rei Dom Pedro V está na origem da toponímia do Bairro de Príncipe Real.

      Locais a Visitar:

      1. Praça do Príncipe Real
      2. Jardim França Borges
      3. Reservatório Patriarcal
      4. Jardim Botânico de Lisboa
      5. Museu Nacional de História Natural e da Ciência
    10. Bairro dos Prazeres

      Quem vem da ponte 25 de Abril, observa a sua encosta do lado direito e o enorme Cemitério dos Prazeres construído em 1833 devido a uma epidemia de cólera que assolou Lisboa.
      Dois grandes espaços estão na origem da criação deste Bairro, ambos construídos em 1743: o Palácio das Necessidades mandado erguer por Dom João V e a Tapada das Necessidades que foi evoluindo ao longo dos tempos até ao reinado de Dom Carlos.

      Locais a Visitar:

      1. Praça do Príncipe Real
      2. Palácio das Necessidades
      3. Tapada das Necessidades
      4. Cemitério dos Prazeres
      5. Jardim Olavo Bilac e miradouro
    11. Bairro da Lapa

      Uma antiga olaria de barro vermelho situada perto da Basílica da Estrela está na origem deste bairro, em 1741. Desde cedo é conotado como um bairro luxuoso por ser habitado por burgueses e famílias abastadas. Em finais do século XVIII constrói-se a ilustre Basílica da Estrela e em 1853 inaugura-se o Jardim Guerra Junqueiro, conhecido como Jardim da Estrela. Consta que neste jardim havia um leão enjaulado que tinha sido doado por Paiva Raposo e que origina o termo Leão da Estrela.
      Actualmente, o bairro estende-se até à sede do parlamento português, o Palácio de São Bento edificado nos finais do século XVII.

      Locais a Visitar:

      1. Basílica da Estrela
      2. Jardim Guerra Junqueiro
      3. Palácio de São Bento
    12. Bairro de Campo de Ourique

      Começou por ser terra de moinhos e padeiros que forneciam pão para toda a cidade de Lisboa. É daqui que vem a expressão Résvés Campo de Ourique, quando as águas do tsunami gerado pelo Terramoto de 1755 quase chegaram a este bairro.
      Hoje é um bairro cosmopolita mas tranquilo, rendilhado pela urbanização de 1886 e pleno de comércio de rua. O Mercado de Campo de Ourique transformou-se num sítio de petiscos e cultura gastronómica com sabores de norte a sul do país. Mesmo defronte do mercado está a Igreja do Santo Condestável.
      Neste bairro viveu o poeta Fernando Pessoa.

      Locais a Visitar:

      1. Mercado de Campo de Ourique
      2. Igreja do Santo Condestável
      3. Jardim Teófilo de Braga
      4. Casa Fernando Pessoa
      5. Amoreiras Shopping Center
    13. Bairro da Penha de França

      Situa-se num dos pontos mais altos da cidade a cerca de 110 metros de altura. É essencialmente um bairro residencial calmo que começou a ser urbanizado no final do século XIX resultado do Inquérito Industrial de . Antes de ter absorvido a freguesia de São João e um pouco da freguesia do Beato, a área original do Bairro da Penha de França era significativamente mais pequena.

    14. Bairro de São João

      Assim como o Bairro da Penha de França, o Bairro de São João pouco mais era do que quintas e olivais até ao início do século XX. Foi pela dinamização da indústria em Lisboa, através da construção de bairros operários, que se intensificou a urbanização deste bairro.
      Extremamente calmo, com largas avenidas em direcção ao Rio Tejo. Uma tranquilidade que faz lembrar o seu grande cemitério no Alto de São João.

      Locais a Visitar:

      1. Cemitério do Alto de São João
      2. Museu Nacional do Azulejo
  2. Belém (Lisboa dos Descobrimentos)

    De Belém navegaram as primeiras caravelas portuguesas à descoberta do Mundo, no início do século XIV, sob o reinado de Dom João I. Motivados pela vontade religiosa, militar e comercial, desenvolveram métodos e tecnologia suficientes para chegarem aos quatro continentes, redigindo uma das mais epopeicas páginas na história do Homem.

    1. Mosteiro dos Jerónimos

      É um dos mais importantes monumentos de Portugal e considerado Património Mundial pela UNESCO.
      A sua projecção iniciou-se após o regresso de Vasco da Gama da Índia, em meados de 1496, pela mão do Rei Dom Manuel I para homenagear a devoção de Infante Dom Henrique por Santa Maria de Belém e São Jerónimo. Em testamento, o Rei deixa o Mosteiro de Santa Maria de Belém à Ordem de São Jerónimo e, por isso, é hoje conhecido como Mosteiro dos Jerónimos.

    2. Torre de Belém

      Vigilante e artilhada sobre a margem direita do Tejo, de estilo Manuelino, levanta-se uma torre de pedra mandada construir pelo Rei Dom Manuel I. Serviu a segurança do rio a partir de 1520, durante a expansão do Império Português, alinhada estrategicamente com a Torre de São Sebastião da Caparica e a Torre de Santo António de Cascais. Hoje é um ponto de paragem obrigatório para todos os que querem conhecer a Lisboa dos Descobrimentos.
      É Património Mundial pela UNESCO desde 1983.

    3. Padrão dos Descobrimentos

      A caravela de pedra debruçada sobre o Tejo invoca o Infante Dom Henrique, à proa, e todos os navegadores que cumpriram os Descobrimentos Portugueses.
      Um monumento de 56 metros de altura, construído em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português e reconstruído em 1960 quando se homenageava os 500 anos da morte do Infante.

  3. Parque das Nações (Lisboa Futurista)

    Uma extensa área de cinquenta hectares que Lisboa abandonou junto à foz do Rio Trancão, transformou-se no exemplo de construção futurista para albergar a maior exposição do século XX, a EXPO'98, realizada entre e . Dos terrenos fabris poluídos nasceu a harmonia de espaços verdes envolvendo habitações, pavilhões e monumentos. Revitalizou-se a zona ribeirinha com marinas e longos passeios que são dos mais belos em Lisboa.
    Cada linha da nova arquitectura projectada em CAD tornou-se exemplo de sucesso e caso de estudo por todo o mundo. Hoje, o local chama-se Parque das Nações e é freguesia de Lisboa mais oriental.

    Locais a Visitar:

    1. Estação do Oriente
    2. Feira Internacional de Lisboa
    3. Marina Parque das Nações
    4. Oceanário de Lisboa
    5. Pavilhão Atlântico | MEO Arena
    6. Pavilhão de Portugal
    7. Pavilhão do Conhecimento
    8. Teatro Camões
    9. Jardins da Água
    10. Passeio do Tejo
  4. Parque Florestal de Monsanto e Corredor Verde de Monsanto

    Parque Florestal de Monsanto

    A Serra de Monsanto é a formação geológica mais importante de Lisboa e também o ponto mais alto da cidade, com 227 metros. Constituído essencialmente por basaltos e calcários, resultou de um choque entre placas tectónicas há setenta milhões de anos.
    A paisagem de hoje é bem diferente do que era há um século atrás, de vegetação rasteira, sem a enorme floresta que a caracteriza no século XXI, oliveiras e quintas da burguesia ocupavam as suas terras, assim como os moinhos de vento que chegaram perto da centena em meados do século XIX.
    Só em 1934 é instituído o decreto lei que protege e arboriza o Parque Florestal de Monsanto conforme o conhecemos hoje.

    Locais a Visitar:

    1. Centro de Interpretação de Monsanto
    2. Mata de São Domingos de Benfica
    3. Parque Infantil do Alvito
    4. Parque Recreativo do Alto da Serafina
    5. Parque Recreativo do Calhau
    6. Parque de Campismo de Monsanto
    7. Alameda Keil do Amaral
    8. Miradouro Montes Claros
    9. Miradouro Moinhos do Mocho

    Corredor Verde de Monsanto

    Imaginando uma ligação entre o Parque Florestal de Monsanto e o centro de Lisboa, em 1977 Gonçalo Ribeiro Telles executa um projecto para facilitar o acesso pedestre à Serra de Monsanto a partir do coração da cidade. O percurso é como um prolongamento de arvoredo de 2,5 quilómetros que desce a serra e atravessa Lisboa até ao topo da Avenida da Liberdade, podendo ser feito a pé ou de bicicleta.

    Percurso (Norte-Sul)

    1. Parque Eduardo VII
    2. Jardim Amália Rodrigues
    3. Ponte Ciclopedonal sobre a Rua Marquês da Fronteira
    4. Ponte Ciclopedonal “Gonçalo Ribeiro Telles”
    5. Jardins da Amnistia Internacional
    6. Parque Hortícola Jardins de Campolide
    7. Parque de Recreio Infantil e Juvenil
    8. Parque Urbano da Quinta José Pinto
  5. Frente Ribeirinha

    Lisboa é o Tejo e o Tejo é Lisboa, podemos assim afirmar. Pelas pontes, portos e passeios, cruzamos, vimos e vamos no Tejo.
    O rio contorna a cidade de Norte para Sul até ao Oceano Atlântico e durante este percurso o Porto de Lisboa, autoridade marítima responsável pela organização ribeirinha, construiu vários núcleos de lazer – bares, restaurantes, marinas e docas – que são paragem essencial para viver a alma que dá vida a Lisboa.

    1. Passeio Ribeirinho da Fundação Champalimaud

      Em 2010, a Fundação Champalimaud inaugurou o Centro Champalimaud junto À Doca de Pedrouços. A nova arquitectura contempla um longo passeio de pedra calcária debaixo guardado pela sobra de várias filas de pinheiros. O pontão estende-se por trezentos metros Tejo adentro, curvado sobre a Doca de Pedrouços.

    2. Passeio Ribeirinho de Belém

      É o passeio ribeirinho com mais história de Lisboa por se situar no preciso local de onde partiram as caravelas portuguesas para a Índia no tempo dos Descobrimentos Portugueses, e por cruzar os monumentos relacionados com esta era.
      Os dois quilómetros e meio de passeio iniciam-se junto ao Forte do Bom Sucesso e cruzam a Torre de Belém, a Doca de Recreio do Bom Sucesso, Hotel Altis, Jardim do Japão, Museu de Arte Popular, Padrão dos Descobrimentos, Doca de Recreio de Belém e culminam na Estação Fluvial de Belém.

    3. Passeio Ribeirinho da Junqueira

      Até 1701 era uma zona de terrenos alagadiços onde prosperavam grandes concentrações de juncos (juncais), uma planta usada para tecer cestos e outros objectos. Após o afloramento dos terrenos construíram-se palácios e palacetes na zona mais a Norte deste passeio, a Rua da Junqueira, que dá o nome a este percurso.
      Inicia-se do Jardim Central Tejo do Museu da Electricidade num trajecto perfeitamente, passando pela estátua Guitarra na Proa num jardim frente à Cordoaria Nacional, parque de estacionamento, zona de restauração com ponte pedonal para a Rua Mécia Mouzinho de Albuquerque, jardim com ponte pedonal para a Travessa da Guarda, até ao pilar da Ponte 25 de Abril.

    4. Doca de Recreio de Santo Amaro (Docas de Lisboa)

      Ao redor da Doca de Recreio de Santo Amaro construiu-se um conjunto de armazéns que dão lugar a restaurantes e bares, e que se convertem em frenéticos locais de diversão nocturna. É, provavelmente, o local mais popular entre os turistas que procuram uma refeição à beira rio entre os mastros dos veleiros e os amantes de bares e discotecas.

    5. Doca de Alcântara

      Tornou-se famosa pelos armazéns que alojam bares e discotecas na Rua da Cintura do Porto de Lisboa, mais activos durante as noites de quinta, sexta e sábado, localizados atrás da Doca de Recreio de Lisboa, com vista para os barcos.

    6. Passeio Ribeirinho de Santos

      Defronte ao Largo de Santos, uma área ribeirinha dividida entre a freguesia da Estrela e da Misericórdia prolonga a noite nos armazéns situados junto ao Tejo. Mais uma vez, bares e discotecas são os anfitriões deste passeio ribeirinho. Há também uma ponte pedonal sobre a linha do comboio que facilita o acesso a quem atravessa a Avenida 24 de Julho.

    7. Cais do Sodré

      A sua localização central privilegiada tornou-o num local de embarque e desembarque de passageiros através da estação fluvial, metropolitano e caminho de ferro suburbano. Aqui encontramos uma ciclovia que percorre os armazéns ribeirinhos repletos de restaurantes e pequenos pontões.

    8. Passeio Ribeirinho da Ribeira das Naus

      Aqui construíram-se muitas das naus que rasgaram os mares no tempo dos Descobrimentos Portugueses. Requalificada em 2013, possui uma pequena rampa para o rio em jeito de praia fluvial que parte de um miradouro sobre o Tejo. É o local ideal para sentar e apreciar o café do quiosque local.

    9. Cais das Colunas

      No fim da Praça do Comércio encontramos duas colunas erguidas sobre o fim duma escadaria que serviram a entrada mais majestosa de Lisboa. É um prolongamento da Ribeira das Naus, requalificada com um pequeno miradouro sobre o Tejo, antes de chegarmos à Estação Fluvial do Terreiro do Paço.

    10. Doca do Terreiro do Trigo (Cais do Jardim do Tabaco)

      O Porto de Lisboa edificou aqui o Terminal de Cruzeiros de Lisboa B, porém o local é mais conhecido pelo reduzido núcleo de restaurantes existentes nos seus armazéns.

    11. Doca de Santa Apolónia

      Apesar da localização um pouco mais distante do centro de Lisboa, mesmo em frente à Estação Ferroviária de Santa Apolónia, tornou-se extremamente famoso pela veia vanguardista dos bares e discotecas implementados nas instalações ribeirinhas. Entre diversão e paladares descem visitante de todo o Mundo no Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia.

    12. Parque das Nações

      Quase cinco quilómetros foram requalificados durante a EXPO'98 para oferecerem o mais longo e um dos mais belos passeios ribeirinhos até à foz do Rio Trancão.
      Quase sempre protegidos pela sombra dos pinheiros, com a Serra da Arrábida no horizonte, vamos caminhando entre marinas, jardins e pavilhões futuristas – Marina Parque das Nações, Oceanário de Lisboa, Pavilhão do Conhecimento, Pavilhão de Portugal, Jardim da Água, etc – até entrarmos na calma refrescante do Passeio do Tejo cruzado pela Ponte Vasco da Gama.

  6. Avenidas

    Quem vem do Tejo pelo Terreiro do Paço, atravessa a Praça do Comércio, segue a Rua Augusta até à Praça Dom Pedro V (Rossio) e encontra a primeira avenida que nos levará até ao outro lado da cidade pelas principais artérias de Lisboa, a Avenida da Liberdade.

    1. Avenida da Liberdade

      Chegou a estar fechada ao povo por ordem de Marquês de Pombal que a queria exclusiva dos ricos. Nasceu do projecto Passeio Público, após a destruição causada pelo Terramoto de 1755, para trazer a elegância dos boulevards de Paris até Lisboa. São 1370 metros de passeios largos, jardins e fontes, tudo visão do arquitecto Reinaldo Manuel.
      Mas ainda no século XXI o marquês continua presente, homenageado sobre a coluna de uma estátua no centro da Praça Marquês de Pombal.
      Actualmente, a Avenida da Liberdade alberga algumas das mais importantes marcas de moda e joalheria do mundo, assim como teatros e salas de espectáculo.

    2. Avenida Fontes Pereira de Melo

      Logo à direita da Praça Marquês de Pombal, com o Parque Eduardo VII do lado esquerdo, subimos 1050 metros pela Avenida Fontes Pereira de Melo em direcção à Praça Duque de Saldanha. É bastante concorrida pelos selectos centros comerciais junto à Praça, no seu topo.

    3. Avenida da República

      1650 metros de edifícios históricos, sedes de empresas e pequeno comércio percorrem a Avenida da República até ao Campo Grande. Pelo caminho cruzamo-nos com a Estação Ferroviária de Entre Campos e o espaço multiusos Campo Pequeno.

    4. Campo Grande

      Podemos afirmar que o Campo Grande é 1200 metros de um extenso jardim citadino com duas avenidas, uma de cada lado, a transitarem a todo o seu comprimento. No seu centro existe um enorme lago onde podemos passear de barco a remos e constatar o facto curioso de que estamos literalmente a navegar no centro de Lisboa!

  7. Pontes sobre o Tejo

    1. Ponte 25 de Abril (Ponte Salazar)

      Foi a primeira ponte a ligar a cidade de Lisboa com a margem Sul do Tejo, concretamente o concelho de Almada, inaugurada a e apelidada de Ponte Salazar em homenagem ao Presidente do Conselho de Ministros António de Oliveira Salazar, ainda que o nome oficial fosse Ponte Sobre o Tejo. Após a revolução de , mudaram-lhe o nome para Ponte 25 de Abril.
      Foi construída sobre o conceito de ponte suspensa, também com trânsito rodoferroviário, tem 2228 metros de comprimento e o tabuleiro principal a cerca de 70 metros do nível da água.
      A sua construção foi liderada pelo Engenheiro José Estevão de Abranches Couceiro do Canto Moniz.

    2. Ponte Vasco da Gama

      Inaugurada a por ocasião da EXPO'98 representa a segunda travessia de Lisboa sobre o Tejo e a primeira a ligar os Concelhos de Montijo e Alcochete com a capital de Portugal.
      É a ponte mais comprida da Europa com 17,3 quilómetros de comprimento.